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Idéias embaralhadas

Pensei em diversos assuntos para escrever hoje como: futebol, política e etc, entretanto percebo que minhas capacidades de “escritor” são um pouco quanto limitadas, por isso vou continuar focado nos desabafos virtuais.

Já perceberam quantos termos “físicos” utilizamos no dia a dia, por exemplo, entropia, é utilizada para esboçar “a medida da quantidade de desordem de um sistema”, colocando esses termos dentro da minha vida poderia dizer que minha entropia equivale a praticamente 99%, sem contar a minha resiliência “que é a capacidade que um corpo tem de voltar ao seu estado anterior”, ou seja, o valor da minha resiliência é quase nulo, com outras palavras, tenho dificuldades de me recuperar das várias fossas que vivi, sofro perdidamente com as minhas decepções amorosas.

Viajo na sordidez dos meus sonhos platônicos, consigo me iludir com um sorriso e sempre barganho um coraçãozinho via internet (ex: MSN e outras redes sociais), coitada das meninas que toleram essas atitudes (peço para essas minhas sinceras desculpas).

Eu cresci no meio de 3 mulheres, e com elas aprendi o suficiente para ser um bom “galanteador”, o problema sempre foi a infeliz da “fobia social” que sempre me calou, eu sei que uma menina gosta de ser notada, gosta que repare na sua maquiagem, a forma que arruma o cabelo, as cores das suas unhas, suas roupas, acessórios e etc.

Faz bem pro ego da mulher ouvir certos elogios, afinal quem não gosta de ser elogiado?

Eu sei também que as mulheres adoram flores, gostam de receber elogios, faz parte da natureza humana, único problema é que às vezes eu sou meio travado na hora de “flertar” com uma garota, sou como um cozinheiro que tem todos os ingredientes para fazer determinado prato, contudo não tem pericia suficiente para fazê-lo.

Sim, eu confesso que esse texto ficou sem pé e sem cabeça, começou com física e terminou com elogios, portanto é importante ressaltar que eu tenho adesivo invisível colado na testa que diz: “CUIDADO ALTAMENTE APAIXONÁVEL”.

Autor: Gustavo Rugila

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Copa do Mundo 2010 e Eleições

As pessoas são apaixonadas por futebol, pintam a cara de verde amarelo e saem nas ruas gritando e fazendo uma grande farra, não posso ser hipócrita de dizer que não gosto da melhor seleção do mundo, como todo bom brasileiro eu amo torcer pelo Brasil e faço a maior folia, contudo surge um sentimento meio esquisito e as eleições?

Será que o brasileiro terá esse mesmo fervor ao escolher um candidato decente?

São tantas incógnitas nas pesquisas eleitorais, o Brasil pode mais, temos que ficar atentos nessa politiqueira barata, e não podemos ficar de braços cruzados, temos que conhecer a idoneidade moral e conduta dos nossos candidatos, e assim só assim escolher aquele que pode mudar nosso país.

Não podemos ficar presos em programas como Bolsa Família, esses programas servem apenas para fazer a politicagem do Pão e Circo, precisamos rogar por educação, porque é apenas com ela que vamos conseguir mudar um país, a grande sacada é unir programas assistenciais de transferência direta de renda com cursos técnicos, educação é o alicerce de tudo, dessa forma podemos sonhar com um novo Brasil.

Não podemos ficar iludidos com essa política de continualismo, precisamos unir forças e abraçar essa causa com todo nosso amor e paixão, o Brasil pode mais.

Eu acredito na nossa seleção, e creio com toda minha fé que vamos trazer esse caneco para casa, é Brasil Hexacampeão Mundial.

Abraços fraternos para todos!
Gustavo Rugila

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Reticências…

Como poderia descrever tamanha inocência dos meus sentimentos, uma inconstância insignificante que me faz agir de forma dissimulada. Sinto-me impregnado com as lembranças dos vários sabores de uma noite junina, misturados com minha imperícia, tentava buscar assuntos com você, contudo percebia que a nossa conversa não era completa, e sim distante, por fim, era apenas uma dança…

Encorajado pela sua feição te procurei incessantemente, alimentado pelas lembranças de uma Sexta-Feira qualquer, e acabei sendo traído pelos meus próprios impulsos, não sabia sua idade e muito menos seu nome.

Não satisfeito com todas essas lacunas, acabei fazendo o que sei fazer de pior: transmiti os meus sentimentos mais delicados por um meio aterrador, onde os cliques prevalecem, e como não poderia ser diferente o resultado foi o obvio, e a razão mais uma vez prevaleceu soberana.

Vivo em um grande conflito entre a paixão e a razão, e confesso que essa pessoa conseguiu mexer comigo, em poucas conversas informais via “redes sociais” (Orkut) sentia sempre uma aspereza contundente, e não poderia ser diferente, pois não se conhecíamos, tentava de alguma forma encontrar afinidades comuns, no entanto, a razão sempre clara mostrava que nessa divisão o resultado nunca seria inteiro e sim fracionado.

Eu custo a aceitar que as pessoas também têm seus próprios devaneios, somos egocêntricos, e não sabemos se o coração alheio está ocupado ou vago para novos amores.

E acabamos sendo indelicados escrevendo declarações obscuras, e no fim acabamos inertes e envergonhados.

Eu não posso deixar de dizer que te achei bonita; e outros muitos adjetivos. Não sei se você tem miopia ou astigmatismo, em todo caso eu não posso deixar de dizer que os seus óculos ressaltam sua beleza.

Termino com muitas reticências…

Nota: Esse texto é uma ficção, qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência.

Autor: Gustavo Rugila

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Feio

Nos últimos meses tenho me sentido feio, e muitas vezes me pego pensando será que eu sou tão feio assim? Talvez isso seja fruto das minhas tantas decepções amorosas, que teimam em destruir minha autoestima, é delicado falar de aparência, pois não tratasse apenas de aparência é um conjunto de fatores que vão dilacerando nosso intimo.

Você começa a repensar a vida, e sente que todo aquele encanto se perde com tanta facilidade que é difícil se reencontrar, e alguns sentimentos que deveriam ficar pra sempre adormecidos parecem tomar forma com tanta voracidade que perdemos completamente o controle da situação.

Os sorrisos são trocados por lagrimas, as lagrimas se esvaem e viram feridas, e as feridas deixam cicatrizes profundas na alma.

Outra hipótese não menos importante: é a carência, senti falta daquele afago, daquelas briguinhas esdrúxulas, e se da conta que temos uma necessidade mortal de amar e ser amado por alguém; é um vicio que alguns sabem lidar com facilidade e outros se esbarram no “ser feio”.

Parece que nunca ninguém vai me amar, e que todas as pessoas vão te rotular como feio, dessa forma você acaba se anulando e começa a se sentir tão inferior que chega a doer, confesso que sou um cara bem estranho, que não consegue conduzir 5 minutos de uma conversa informal sem antes ser abraçado subitamente pelo silêncio e o vazio aterrador, ao mesmo tempo acho que tudo isso é potencializado com a forma desajustada e desmazelada que me visto, sinto que falta glamour com uma pitada de ousadia.

Afinal, as mulheres gostam de homens charmosos e interessantes, não é mesmo?

Será que já inventaram um how-to de como ser atraente nos tempos modernos? Como podemos convencer aquela linda menina, que você dentro das suas limitações é um bom partido, é alguém que ela poderia se envolver e criar laços e ser feliz…

Será que devo copiar os estereótipos das baladas? E assim conceber um novo eu, com todas essas qualidades que as meninas admiram.

Acredito piamente que tudo pode ser melhorado, é tudo uma questão de ajuste, é uma reforma que começa de dentro para fora, e o feio pode se tornar bonito, porque não?

Esse texto é um relatório sucinto de como tenho me sentido nos últimos meses, pode ser meio controverso, sem pé e sem cabeça, mas é autentico, e totalmente incompleto…

Espero que gostem e comentem ;)

Gustavo Rugila

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Declarações virtuais: Amores surdos

As pessoas se apaixonam com muita facilidade, os motivos são diversos: talvez pelas características físicas, intelectuais e outras coisas que julgam relevantes.

Porém, existe um grande problema em se apaixonar quando você é tímido, você acaba utilizando artifícios não muito eficazes para se declarar, vou tentar citar alguns exemplos:

Com o advento da Internet, e a criação de várias redes sociais, assim como: Orkut, Facebook e outros, e a popularização dos comunicadores instantâneos: MSN e etc. Ficou mais fácil conversar com aquela pessoa que você esta interessado, que te faz suspirar ao ver as fotos dela e você fica sempre de dedos cruzados para que essa pessoa fique sempre online para trocar algumas palavras: Oi tudo jóia? Como foi o seu dia? As vezes você percebe que não sente tanta empolgação do outro lado, e a conversa acaba…

Essas são as “ferra”mentas necessárias para começar mal um relacionamento (“afetivo”), você acaba abusando da Internet para se autodeclarar e pode sair ferido, pela tamanha frieza das respostas…

Antes era mais comum se apaixonar platonicamente, mas utilizando a Internet você acaba conseguindo tomar injeções cavalares de coragem e consegue fazer que a outra pessoa ao menos saiba que você sente algo por ela (que você existe, e que adoraria conhecê-la melhor), entretanto ao se autodeclarar pela Internet tropeçamos no primeiro grande obstáculo, será que esse sentimento será recíproco?   É muito fácil escrever: “Eu estou gostando de você somado com uma breve explicação, às vezes não muito convincente” + “Enter”, o grande problema é o outro lado, o que essa pessoa vai pensar? Como ela pode te responder? É uma comunicação gelada sem sentimentos, e nas minhas experiências nunca tive sucesso, apenas um gostinho amargo e vazio.

E os velhos e falhos depoimentos do Orkut? Um exemplo interessante, você conheceu uma pessoa, e vocês se viram 1 ou 2 vezes, você começa a perceber que esta se apaixonando, bate aquele desejo insaciável de saber mais sobre ela, suas afinidades, ou até mesmo da sua companhia…

E você genialmente escreve uma declaração, com as palavras mais singelas e sinceras, com aquele fundinho de esperança, imaginando que talvez esse sentimento seja recíproco, e na maioria das vezes você acaba de coração partido…

Esses são os nossos amores surdos, matematicamente falando são os amores: INVERSAMENTE PROPORCIONAIS, e finalizo esse texto, dizendo as vezes é importante deixar a vergonha de lado, e partir pra luta, esta gostando de alguém? Converse pessoalmente, olhe dentro dos olhos e despeje todo o seu sentimento, devemos enfrentar a timidez, não podemos ficar atrelados a ela…

No final o máximo que você receber é um “Não”, ou qualquer outra desculpa esfarrapada.

Tudo é muito lógico, é claro que na teoria é fácil, colocar tudo isso em pratica é complicado, não sejamos tão apressados, pratiquemos essas ações homeopaticamente.

E assim só assim alcançaremos nossos amores…

—-
Esse é um assunto recorrente no meu blog, e que realmente gosto de abordar, aproveito para fazer um apelo para os leitores: por favor, comentem ;)

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Amor amor amor…

É absurdamente frustrante a forma que idealizamos lindos amores, lidar com os devaneios é simples o difícil é se confrontar com a doce e miserável realidade.

As pessoas falam que é clichê falar de amor, entretanto acredito que é difícil achar algum individuo que não anseia encontrar um grande amor, alguém para compartilhar as alegrias e as dores do dia a dia, esse pelo menos sou eu, e você como é?

Talvez eu não seja capaz de ilucidar minhas dificuldades, e a falta de coragem para concretizar meus sonhos mais íntimos.

O amor é engraçado, em uma cena de um filme o personagem falava que o amor era igual ao mentos, e tenho que concordar o amor é igual o mentos de frutas, você cruza o dedos  para sempre sair aquele mentos “rosinha” que é muito saboroso,  também pode ser comparado com o prazer de tomar uma coca-cola gelada.

Como lidar com as borboletas no estomago que teimam em aparecer, e te deixam totalmente sem rumo, que te fazem pensar coisas estranhas, e fazer coisas esquisitas…

Essa sensação é agradável, ao mesmo tempo degradante, uma mistura de certezas com incertezas, e você pensa na pessoa a cada 5 segundos, tem a necessidade doentia de ouvir a mesma canção centenas de vezes para lembrar-se daquela pessoa que guarda bem dentro do coração.

E mesmo eu não a conhecendo tão bem quanto gostaria, você percebe que tem várias afinidades parecidas, e poderia deixar a timidez de lado, e quem sabe pedir seu telefone, ou até marcar um cineminha…

Autor: Gustavo Rugila

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Timidez manjada

Sinto-me tocado em minha essência com os sentimentos mais torpes e perambulo pelo mundo fingindo ser outra pessoa que esconde sua verdadeira faceta atrás de sua timidez. Na timidez hipócrita, traiçoeira, basta criar meus personagens rastejantes e me tornar um galanteador ordinário, libertino, que pode ser apregoado como um ser inescrupuloso.
Extasiado com todos esses alter egos, acabo aprisionado em inverdades, e vivendo na duplicidade em cárcere privado do meu eu.
A condição de tímido é muito controversa.  É como jogar contra si mesmo, escondendo seus desejos, vivendo em lamúria, andando na contramão dos seus sentimentos.

Gabriel era um rapaz introvertido, o que valia apenas para as pessoas avulsas ao seu grupo de convívio. Sua timidez era nítida e na maioria das vezes sofria muito por não conseguir negar um pedido, fosse de quem fosse.

Gabriel , pensando alto:

- Eu não poderia ter dado carona para o Eduardo. O cara mora a uns 10 quilômetros da minha casa! Mas não sei como dizer um não para esse infeliz.

Eduardo, amigo de faculdade de Gabriel era um sujeito um tanto quanto folgado, que não deixava de bater papo no fim da aula para não correr atrás do ônibus e ter aquela conversa com seu colega:
-  Faaaaala Gabs! Como andam as coisas? Estudando muito? Rapaz, to num cansaço hoje! É aquela bendita dor no ciático, sabe?  Será que você podia me deixar naquele barzinho cult perto da prefeitura?

Gabriel engolindo seco, responde sem disfarçar:
- Claro Dú.

Eduardo, afoito com sua conquista:
- Valeu cara, estou te devendo mais uma!

Gabriel só pensava em uma coisa durante o longo caminho: “Contabilizando tudo que já fiz por você em dinheiro, já estaria milionário…“

Depois de andar os seus 10 quilômetros fora do percurso, Eduardo se despede: – Até amanhã, Gaaaaabs!

Gaaaaaabs! Quer dizer, Gabriel, enquanto dirigia, pensava naquela menina especial, que já vinha flertando secretamente há alguns meses:

- Como vou chegar nela? Será que ela tem namorado? E a família dela, será que iria gostar de mim? E se ela não gostar de flores? Mas se ela preferir ir ao cinema do que jantar fora? Será que ela gosta de sushi ou de sanduíche de frango? Se eu levar ela pra comer, será que ela vai pensar que eu acho ela gorda? Já sei! Vou escrever uma carta narrando tudo o que sinto.  Acho que vai surtir pelo menos algum efeito…

Quase terminando sua viagem, o rapaz imaginava o que falar para sua pretendente, enumerando diversos poemas, dizeres. Ansioso e inseguro, Gabriel cai na realidade e se pergunta obsessivamente tudo de novo: será que ela vai gostar?

Chegando à sua casa, ele pega um pedaço de papel e começa a escrever uma poesia desajeitada, um pouquinho brega, mas apaixonada. Lendo e relendo, ele julga que aquilo que escrevera é convincente o suficiente e sem pensar em mais nada, pega um envelope verde, pra guardar sua carta. Afinal, verde é a cor da esperança como já dizia O Mágico de OZ.

No dia seguinte, ele pede para Fafá, uma amiga, que entregasse aquele envelope verde reluzente para Alexandra, sua musa inspiradora. E assim, espera aflitamente uma resposta:

- Ai Meu Deus, será que eu fui cafona? Será que ela vai contar pra todas as amigas da sala dela e me ridicularizar? E se ela me odiou? E se ela tiver um namorado? E se ela não gostar de verde? AAAAAAAAH! – exclama enlouquecidamente ansioso.

Sem dormir a noite toda e após ter devorado dois potes de sorvete napolitano, finalmente amanhece e chega a hora de Gabriel ir a faculdade, viver a hora mais fatídica de sua vida (isso se a garota fosse conversar com ele, né?).
Entrou pelo portão e sentou em um banco, ao lado de um canteiro de gardênias que também ficava ao lado da cantina, que serviria caso ela gostasse de bombons, é claro.
De repente, lá vem Alexandra, banhada em perfume e em uma roupa escandalosamente linda. Sentou no banco e perguntou a Gabriel se eles poderiam conversar.
Após ficar visivelmente passado, em segundos o rapaz sentiu aquele friozão na barriga tomar conta do momento. Todos aqueles pensamentos começam a passar em sua cabeça na forma de um turbilhão! Um nervosismo intenso começa a correr pelas suas veias, deixando suas mãos gélidas e sua feição pálida e ao mesmo tempo ruborizada: (Ah! As pernas tremiam também!)

[GABRIEL, PENSANDO]: “Será que vamos namorar? Acho que vou tomar um fora. Mas e se ela me der uma chance? Eu passei desodorante hoje? Ai, ela tá uma miss. Será que eu to com bafo?”

O tempo parecia ter parado e Alexandra parecia ter ficado muda: tudo por já estar tomado por uma ansiedade descomunal.

Alexandra começa a falar:
- Sabe Gabriel, eu não posso te enganar, você é um cara bacana, bonito, charmoso inteligente e…

Gabriel, estarrecido, já responde: – E???

- E eu não posso corresponder as suas expectativas. Eu tenho namorado, o Eduardo aqui da facul. Mas não fica assim não, você um dia vai encontrar alguém muito especial, que realmente te mereça e te faça muito feliz. A gente se fala, tá amigo?

E a conversa acaba com um sutil beijo no rosto.

Gaaaaabs! (OPA!) Gabriel, naturalmente bege, pensa:
- Como vou encarar o Eduardo? Será que ela vai contar para ele? Mas também, como que eu ia adivinhar? O cara só fala de carona, carona e carona.

- Eu sou ridículo.
.
.
.

Essas histórias, de tão manjadas, parecem até bobas. Porém, grande parte dos tímidos sofrem ao não saber expressar seus sentimentos, e acabam sendo vítimas de situações parecidas com essas.
Timidez em pequenas porções pode ser muito vantajosa: nos enche de pudor e cautela para realizar certas coisas, o que evita o arrependimento. Mas quando ela atrapalha seus relacionamentos , sua vida e seu dia a dia, as oportunidades se vão e não voltam, nos mais variados setores da sua vida.

A grande graça da piada é saber dosar.

Autores: Gustavo Rugila

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Fim do homem romântico

Onde foi parar o simples romântico? Eles estão em extinção, ou estão se transformando morosamente em novos cafajestes?

Chegou a hora dos cafajestes! Com muita malandragem arrebentam os corações das meninas, aquelas que se sujeitam a grosserias e se tornam apenas passatempos desses carrascos.

Usadas e abusadas, elas gostam da situação pensando estar vivendo o grande amor de suas vidas. Ou será que é cômodo ser mal tratada?

É de se pensar: dois rapazes e uma moça, onde o primeiro rapaz é aquela versão platônica degradada, aquela que era vivida no século passado. Ele, que gosta de arriscar, escreve alguns versos e manda o seguinte para sua amada:

“Querida LII,

Eu queria ter a mesma facilidade de me relacionar contigo como tenho facilidade de me relacionar com esse pedaço de papel. Queria ter coragem de chegar pertinho, te abraçar forte e quem sabe te roubar um beijinho.
Queria passar horas e horas admirando cada pedacinho desse teu belo semblante. Teus olhos então: os mais belos já vistos, castanhos escuros, cor de jabuticaba.
Poderia criar um verso para cada parte do seu corpo.  E esse teu narizinho (…)”

Em contrapartida, o malandro “cafajeste” já tem uma forma mais arrojada de chegar à moça, sem rodeios e sem um pingo de escrúpulos. Chega para o tudo ou nada, com a mesma frigidez que um pugilista nocauteia seu adversário, arrebentando o coração da linda donzela e aniquilando as remotas chances do apaixonado romântico ter seu sonhado amor em seus braços.

Sim,existem casos e casos. Mas, pra resumir, o romantismo está acabando e quem está fazendo um tremendo sucesso são os canalhas que colecionam seus troféus. As que se sujeitam a esses restos, compactuam diretamente para perpetuação da infidelidade.

Acredito ser necessário saber mensurar a quantia de romantismo que devemos utilizar para cada caso. Diria até que poderia ser comparado ao mundo da moda: temos que seguir as tendências!

Em todo caso, ser gentil, lembrar de datas importantes, mandar flores ou arrancar as margaridas do canteiro da vizinha não faz mal a ninguém.

E pode ter certeza  que além de fazer bem pra alma, sua parceira vai adorar e te valorizar ainda mais.

Os homens safados estão na moda!  É a nova mania! Pegue já o seu!

Autor: Gustavo Rugila

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Não se pode perder o que nunca tivemos

Quantas vezes não nos apaixonamos platonicamente por alguém, seja na infância ou na vida adulta? É frustrante contar quantos amores eu já vivi nesse meu curto período de vida e a outra pessoa nem ao menos imaginar que eu existia. Até mesmo poderia saber, de uma forma ímpar que apenas eu sabia fazer, ou melhor, estragar, pois sempre fui direto em bombardear minhas pretendidas com cartinhas virtuais, escritas e desenhadas.  Mas essas abordagens sempre foram tão sublimes, com um percentual de aproveitamento maior ou igual ao zero absoluto. Acreditem: talvez algumas pessoas que lerem esse texto vão se identificar, ou lembrar-se das minhas cartinhas ínfimas, que escrevi com toda minha sinceridade, porém sem minha auto-fidelidade.
Para aqueles que acham que eu sou maníaco ou “voyeurista”, peço que fiquem tranquilos, pois este não é meu perfil. Prometo nunca mais vou copiar as fotos que se encontram dentro dos seus álbuns virtuais dos sites de relacionamento para fazer vídeos alegóricos com declarações românticas, porque hoje tenho plena consciência que isso não funciona e no final pode constranger as pessoas e fazer que elas excluam todos seus álbuns de fotografias, por causa de uma atitude boba e precipitada de um apaixonado ensandecido e platônico.
E no final das contas saímos sempre ganhando, já que não se pode perder o que nunca tivemos. Então é importante distinguir beijos de beijos, carinho de carinho, porque às vezes acabamos ficando com certas pessoas por puro comodismo.
E dessa forma nascem os relacionamentos de puro interesse, seja carnal ou de apenas ter uma companhia, alguém com quem falar e perguntar como foi seu dia, ou até mesmo aquela pessoa que pague as nossas contas mensais. Tudo isso é muito cômodo…
E nesse vai e vem, onde fica o amor? Até começo a enxergar o motivo das pessoas gostarem tanto de seus animaizinhos: é uma lealdade descomunal, sem contar que o seu cachorrinho não ta interessado em saber como foi o seu dia, quer apenas um pouquinho de atenção, água fresca e uma refeição saborosa. Estes já são os ingredientes suficientes para criar o elo da relação ideal, onde a maior traição é deixar de levá-lo para um belo passeio matinal.
Aproveitando o ensejo quero dizer que o amor é lindo, e que a melhor sensação do mundo é olhar para os olhos de alguém cuja cor verdadeira é castanho escuro.Seja ela aficionada pela mascara da mulher gato ou pela Madona, perucas rosa choque, que amam as caras e bocas da Kirsten Dunst (Mary Jane Watson – Homem Aranha), ou até mesmo nas horas vagas se transforma em uma disc jockey (DJ) amadora das baladas alternativas, punkzinhas, patricinhas e todas outras tribos, merecem ser conquistadas e tratadas com os mais belos arranjos de lírios rosas, que sem dúvidas nenhuma é uma das flores mais perfumadas e merecem ser entregues para as mais diferentes garotas.
E volto dizer a grande graça da piada: não se pode perder o que nunca tivemos.

Que venham as próximas

Texto: Gustavo Rugila

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Mulheres

Mulheres são criaturas fantásticas, não apenas pelo fato de nos carregar em seu ventre por aproximadamente nove meses, mas porque são capazes de suportar tudo: as traições dos namorados “insatisfeitos”, o mau humor rotineiro dos seus parceiros, e ainda por cima não serem devidamente valorizadas.  São essas mulheres que diariamente fazem o nosso café da manhã, almoço e jantar. Só pelo fato de trabalharmos fora, nos damos ao direito da arrogância com nossas mulheres, que mereciam ser tratadas como rainhas do lar e do mundo.

Mas, essa realidade vem mudando! A mulher vem se destacando a cada dia no mercado de trabalho e nos seus lares, crescendo profissionalmente, chefiando as equipes que antes eram comandadas pelos velhacos, e além de tudo, são as chefes das famílias.
Tenho a maior admiração pelas mulheres que me rodeiam e me orgulho de fazer parte de uma família que a maioria predominante é feminina. O mundo é das mulheres…

Há mulheres que vivem pela sua família. Marido, filhos e aqueles problemas de governar uma casa. Há também aquelas que não precisam de homens pra nada, seja pra ganhar seu dinheiro ou pra matar aquela barata cascuda que apareceu na cozinha.

Existem as que acham apenas as crianças das outras bonitinhas. Filho pra quê? Melhor um cachorro. E as que perderam seus companheiros? Continuam lutando para trilhar seus caminhos com uma força inexplicável.

Não há nada melhor que colo de mãe chorosa e um de namorada carinhosa, que também vira uma mãe “naqueles” momentos.

Não se enganem! Não é porque hoje é dia 08 de março de 2009 que devemos lembrar a existência desses seres magníficos, já que todos os dias são elas as grandes vitoriosas.

Loiras, morenas, branquelas, bronzeadas ou magrelas: não importa como são elas. São rainhas, empresárias, lavadeiras, e mercenárias. Mulheres começam uma guerra e terminam com ela.

Vamos à luta! Permitam que os brutamontes toquem em vocês apenas com um botão de rosa, que como vocês, é única.

Dedico esse texto as mulheres de todo o mundo, em especial, a todas aquelas que vivem ao meu redor.

Texto: Gustavo Rugila