Paixões ideais
Cansei de caminhar dentro da minha futilidade de anseios turvos, talvez seja a hora de esperar as coisas acontecerem, tudo deve manter seu curso normal, não adianta antecipar os fatos, e crer que talvez as coisas pudessem caminhar de outra forma, sejamos realistas.
Aprendi a não fazer planos, não alimentar amores impossíveis, e vale ressaltar um grande defeito dos seres humanos que é esperar muito dos outros, no final acabamos decepcionados não é mesmo? Agora eu me pergunto quem é o culpado? Sim, o culpado é você, sou eu, que alimentou paixões pitorescas, que acreditou que poderia ter uma linda estória de amor com aquela fulana ou aquele cicrano.
Dificilmente viveremos esses romances hollywoodianos interpretados na telona, aquilo é embelezado com o glamour do mundo ideal, seguido por um roteiro minucioso, as personagens costumam passar por adversidades, no entanto, o final costuma ser glorioso, nas novelas costumam acabar em gravidez (é um clichê das novelas globais), e nos filmes acabam em lindas cenas de amor, ou às vezes até em lagrimas com a morte inesperada da donzela ou do rapazote apaixonado.
Mesmo tentando racionalizar minhas paixões, acabo agindo de forma passional e emotiva, fico frustrado com os resultados desastrosos das minhas “pseudoinvestidas” virtuais, tento descobrir quais são meus defeito; O que estou fazendo errado? Contudo, alguns amores são teimosos, e não cessam suas tentativas para conquistar seus amores mais prolixos.
Vou terminar meu texto escrevendo um pouco sobre o meu aniversario, eu nasci dia 05/09/1986, ou seja, completarei 24 anos, e tenho muitas expectativas em relação aos próximos anos, será que estarei vivo? Empregado? São tantas incógnitas, entretanto, é importante agradecer minha família por estar sempre ao meu lado.
Sem minha família eu nada seria; eu amo vocês…
Também deixo um abraço fraterno para os meus amigos, que sempre estenderam as mãos nos momentos de alegria e tristeza da vida.
Autor: Gustavo Rugila
Frase da Semana: “MACBETH — Paz, te peço. Ouso fazer tudo o que faz um homem; quem fizer mais, é que deixou de sê-lo.” – William Shakespeare
Dessabores
Já faz um bom tempo que tento viver, e esquecer tudo aquilo que amargurou meu coração; apenas quero virar a pagina, conhecer pessoas novas, e prosseguir de coração aberto, a partir de agora quero viver novos amores, sentir novos sabores, e não mais correr atrás das histórias que acabaram.
Tudo deve ter seu começo, meio e fim, trata-se do livre arbítrio, cada um segue seu caminho de forma que satisfaça seus anseios, creio que seja essa a beleza da vida.
Amores vão e vem. E hoje em dia o mercado esta acirrado, como é complicado achar alguém, será que existe reciprocidade nos amores atuais de forma generalizada? Ou será que alguém sempre tem que ceder?
É complicado esquecer alguns amores, ainda mais aqueles que nunca saíram do papel, que foram alimentados apenas no mundo platônico, vividos sozinhos, às vezes a outra pessoa até sabia de suas intenções, mas por motivos obscuros não rolou aquela química.
Muitas vezes as pessoas vivem momentos diferentes.
Você possivelmente nunca encontrara essa pessoa (no mundo real), ela vai deixar claro que não quer nada contigo, você vai até tentar ligar, mandar um recadinho aqui outro ali, mas ela vai sempre fugir e ponto final, ela não gosta de você, quando você vai compreender isso?
Nessas horas companheiro, a melhor solução é parar, deixar as coisas do jeito que estão; não adianta forjar situações, criar expectativas, simplesmente aceite que ela não quer você, talvez ela já não suporte mais tolerar suas insistências (no mundo virtual) que chegam a dar pena…
Você é muito chato!
Siga em frente, esqueça os tropeços, e recrie novos começos, procure novos amores, inclusive tem uma pseudo-estática engraçada que diz: “Existe 8 mulheres para cada homem”, e a reposta é clássica: “Tem homem por aí que tem 16, 32 ou 64 mulheres – essa divisão precisa ser revista já”, eu sei que não foi muito engraçado, entretanto, era necessário descontrair, ok?
Encaremos a realidade, e aceitemos os nãos que a vida nós oferece, não sejamos tão duro consigo mesmo, alguns homens são teimosos, e lutam até fim pelas suas crenças.
No final das contas, tenha bom censo e um pouco de desconfiômetro.
Ela não quer nada com você
Seus caminhos nunca se cruzaram
Talvez lá na frente alguém se arrependa, ou não, continue tentando, novos amores apareceram.
Autor: Gustavo Rugila
Plasticidade
Sentimentos atordoantes passam pela minha cabeça, como que se um emaranhado de ideias entrasse em conflito, me fazendo agir de forma desordenada, abandonando qualquer escrúpulo, entrando em uma sintonia discrepante.
Nesses momentos me pego falando segredos sórdidos, coisas que nunca deveriam ser proferidas, e acabo me envergonhando perante aqueles que leem minhas bobagens, solto até resquícios de sentimentos adormecidos, e acabo envolvendo novos personagens nas minhas estórias sobre uma garota com olhos de caleidoscópio (Canção do The Beatles: Lucy in The Sky with Diamonds);
Também começo a me reencontrar no meio de filmes, textos ou outras canções, ouvindo todas as vertentes, caminhando pelos velhos caminhos que teimo em continuar seguindo, pegando desconhecidos, e recebendo a frustração como resposta dos meus anseios mais íntimos.
Não é que eu estou desistindo de buscar a felicidade, ou algo semelhante a essa sensação “momentânea”, estou apenas tentando encarar as coisas de forma pratica, preciso viver nessa realidade insólita, sem esperar muito dos outros…
Os choques de realidade que vivi nesses últimos tempos me ensinaram que certos sentimentos mudam de forma irreversível após serem submetidos a uma determinada ação ou situação, isso simplesmente chamasse plasticidade.
Poderia virar a pagina e dizer que superei esse passado tão presente, mas ainda tenho marcas, sinto uma necessidade incrível de dar continuidade, não pretendo citar nomes e nem situações.
Estou tentando prosseguir, tentando fingir que nada aconteceu, sei que novos sorrisos apareceram, e histórias mirabolantes continuaram sendo narradas aqui.
Finalizo polemicamente esse texto dizendo:
Procura-se: Uma menina que goste de usar bolsas grandes, multicoloridas, ou estampadas, também é importante salientar que ela deve ser vaidosa (muito muito) e que goste de pintar as unhas, seja com aquele esmalte vermelho tomate ou branquinho básico, e outros atributos que prefiro não comentar, atributos esses que prefiro deixar nas entrelinhas.
Interessadas deixar um comentário (rsrs)…
Autor: Gustavo Rugila
Todo carnaval tem seu fim
Alguns dias atrás eu li algumas doces palavras, escritas por alguém eu guardei bem dentro do coração, essas palavras me remetiam a um passado fatídico, e ecoavam dentro da minha mente como uma grande fissão nuclear espontânea, me fazendo repensar nas minhas atitudes.
A questão é que eu não fui enganado, eu era apenas um homem pedindo para uma mulher que gostasse de mim, e acabei me esquecendo dos anseios da guria, fui completamente egoísta e incapaz de perceber que ela apenas dizia nas entrelinhas: – Você faz meu tipo, mas eu não quero nada com você ok?
Em nenhum momento ela disse coisas que me fizessem crer que ela estava interessada ou querendo alguma coisa séria comigo, eu simplesmente me enganei criei um mundo fantasioso, ideal, e manipulei os personagens, de forma que eles tivessem uma vida plena, romântica e apaixonada.
Ganhei um longo abraço da desilusão e um tímido sorriso da negação, essas que sempre me acompanharam, em todas minhas batalhas quixotescas; é pra elas que eu ofereço meu coração partido.
E assumo que no meu folhetim romântico, fiz um grande monologo sem plateia…
Autor: Gustavo Rugila
Idéias embaralhadas
Pensei em diversos assuntos para escrever hoje como: futebol, política e etc, entretanto percebo que minhas capacidades de “escritor” são um pouco quanto limitadas, por isso vou continuar focado nos desabafos virtuais.
Já perceberam quantos termos “físicos” utilizamos no dia a dia, por exemplo, entropia, é utilizada para esboçar “a medida da quantidade de desordem de um sistema”, colocando esses termos dentro da minha vida poderia dizer que minha entropia equivale a praticamente 99%, sem contar a minha resiliência “que é a capacidade que um corpo tem de voltar ao seu estado anterior”, ou seja, o valor da minha resiliência é quase nulo, com outras palavras, tenho dificuldades de me recuperar das várias fossas que vivi, sofro perdidamente com as minhas decepções amorosas.
Viajo na sordidez dos meus sonhos platônicos, consigo me iludir com um sorriso e sempre barganho um coraçãozinho via internet (ex: MSN e outras redes sociais), coitada das meninas que toleram essas atitudes (peço para essas minhas sinceras desculpas).
Eu cresci no meio de 3 mulheres, e com elas aprendi o suficiente para ser um bom “galanteador”, o problema sempre foi a infeliz da “fobia social” que sempre me calou, eu sei que uma menina gosta de ser notada, gosta que repare na sua maquiagem, a forma que arruma o cabelo, as cores das suas unhas, suas roupas, acessórios e etc.
Faz bem pro ego da mulher ouvir certos elogios, afinal quem não gosta de ser elogiado?
Eu sei também que as mulheres adoram flores, gostam de receber elogios, faz parte da natureza humana, único problema é que às vezes eu sou meio travado na hora de “flertar” com uma garota, sou como um cozinheiro que tem todos os ingredientes para fazer determinado prato, contudo não tem pericia suficiente para fazê-lo.
Sim, eu confesso que esse texto ficou sem pé e sem cabeça, começou com física e terminou com elogios, portanto é importante ressaltar que eu tenho adesivo invisível colado na testa que diz: “CUIDADO ALTAMENTE APAIXONÁVEL”.
Autor: Gustavo Rugila
Reticências…
Como poderia descrever tamanha inocência dos meus sentimentos, uma inconstância insignificante que me faz agir de forma dissimulada. Sinto-me impregnado com as lembranças dos vários sabores de uma noite junina, misturados com minha imperícia, tentava buscar assuntos com você, contudo percebia que a nossa conversa não era completa, e sim distante, por fim, era apenas uma dança…
Encorajado pela sua feição te procurei incessantemente, alimentado pelas lembranças de uma Sexta-Feira qualquer, e acabei sendo traído pelos meus próprios impulsos, não sabia sua idade e muito menos seu nome.
Não satisfeito com todas essas lacunas, acabei fazendo o que sei fazer de pior: transmiti os meus sentimentos mais delicados por um meio aterrador, onde os cliques prevalecem, e como não poderia ser diferente o resultado foi o obvio, e a razão mais uma vez prevaleceu soberana.
Vivo em um grande conflito entre a paixão e a razão, e confesso que essa pessoa conseguiu mexer comigo, em poucas conversas informais via “redes sociais” (Orkut) sentia sempre uma aspereza contundente, e não poderia ser diferente, pois não se conhecíamos, tentava de alguma forma encontrar afinidades comuns, no entanto, a razão sempre clara mostrava que nessa divisão o resultado nunca seria inteiro e sim fracionado.
Eu custo a aceitar que as pessoas também têm seus próprios devaneios, somos egocêntricos, e não sabemos se o coração alheio está ocupado ou vago para novos amores.
E acabamos sendo indelicados escrevendo declarações obscuras, e no fim acabamos inertes e envergonhados.
Eu não posso deixar de dizer que te achei bonita; e outros muitos adjetivos. Não sei se você tem miopia ou astigmatismo, em todo caso eu não posso deixar de dizer que os seus óculos ressaltam sua beleza.
Termino com muitas reticências…
Nota: Esse texto é uma ficção, qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência.
Autor: Gustavo Rugila
Feio
Nos últimos meses tenho me sentido feio, e muitas vezes me pego pensando será que eu sou tão feio assim? Talvez isso seja fruto das minhas tantas decepções amorosas, que teimam em destruir minha autoestima, é delicado falar de aparência, pois não tratasse apenas de aparência é um conjunto de fatores que vão dilacerando nosso intimo.
Você começa a repensar a vida, e sente que todo aquele encanto se perde com tanta facilidade que é difícil se reencontrar, e alguns sentimentos que deveriam ficar pra sempre adormecidos parecem tomar forma com tanta voracidade que perdemos completamente o controle da situação.
Os sorrisos são trocados por lagrimas, as lagrimas se esvaem e viram feridas, e as feridas deixam cicatrizes profundas na alma.
Outra hipótese não menos importante: é a carência, senti falta daquele afago, daquelas briguinhas esdrúxulas, e se da conta que temos uma necessidade mortal de amar e ser amado por alguém; é um vicio que alguns sabem lidar com facilidade e outros se esbarram no “ser feio”.
Parece que nunca ninguém vai me amar, e que todas as pessoas vão te rotular como feio, dessa forma você acaba se anulando e começa a se sentir tão inferior que chega a doer, confesso que sou um cara bem estranho, que não consegue conduzir 5 minutos de uma conversa informal sem antes ser abraçado subitamente pelo silêncio e o vazio aterrador, ao mesmo tempo acho que tudo isso é potencializado com a forma desajustada e desmazelada que me visto, sinto que falta glamour com uma pitada de ousadia.
Afinal, as mulheres gostam de homens charmosos e interessantes, não é mesmo?
Será que já inventaram um how-to de como ser atraente nos tempos modernos? Como podemos convencer aquela linda menina, que você dentro das suas limitações é um bom partido, é alguém que ela poderia se envolver e criar laços e ser feliz…
Será que devo copiar os estereótipos das baladas? E assim conceber um novo eu, com todas essas qualidades que as meninas admiram.
Acredito piamente que tudo pode ser melhorado, é tudo uma questão de ajuste, é uma reforma que começa de dentro para fora, e o feio pode se tornar bonito, porque não?
Esse texto é um relatório sucinto de como tenho me sentido nos últimos meses, pode ser meio controverso, sem pé e sem cabeça, mas é autentico, e totalmente incompleto…
Espero que gostem e comentem
Gustavo Rugila
Declarações virtuais: Amores surdos
As pessoas se apaixonam com muita facilidade, os motivos são diversos: talvez pelas características físicas, intelectuais e outras coisas que julgam relevantes.
Porém, existe um grande problema em se apaixonar quando você é tímido, você acaba utilizando artifícios não muito eficazes para se declarar, vou tentar citar alguns exemplos:
Com o advento da Internet, e a criação de várias redes sociais, assim como: Orkut, Facebook e outros, e a popularização dos comunicadores instantâneos: MSN e etc. Ficou mais fácil conversar com aquela pessoa que você esta interessado, que te faz suspirar ao ver as fotos dela e você fica sempre de dedos cruzados para que essa pessoa fique sempre online para trocar algumas palavras: Oi tudo jóia? Como foi o seu dia? As vezes você percebe que não sente tanta empolgação do outro lado, e a conversa acaba…
Essas são as “ferra”mentas necessárias para começar mal um relacionamento (“afetivo”), você acaba abusando da Internet para se autodeclarar e pode sair ferido, pela tamanha frieza das respostas…
Antes era mais comum se apaixonar platonicamente, mas utilizando a Internet você acaba conseguindo tomar injeções cavalares de coragem e consegue fazer que a outra pessoa ao menos saiba que você sente algo por ela (que você existe, e que adoraria conhecê-la melhor), entretanto ao se autodeclarar pela Internet tropeçamos no primeiro grande obstáculo, será que esse sentimento será recíproco? É muito fácil escrever: “Eu estou gostando de você somado com uma breve explicação, às vezes não muito convincente” + “Enter”, o grande problema é o outro lado, o que essa pessoa vai pensar? Como ela pode te responder? É uma comunicação gelada sem sentimentos, e nas minhas experiências nunca tive sucesso, apenas um gostinho amargo e vazio.
E os velhos e falhos depoimentos do Orkut? Um exemplo interessante, você conheceu uma pessoa, e vocês se viram 1 ou 2 vezes, você começa a perceber que esta se apaixonando, bate aquele desejo insaciável de saber mais sobre ela, suas afinidades, ou até mesmo da sua companhia…
E você genialmente escreve uma declaração, com as palavras mais singelas e sinceras, com aquele fundinho de esperança, imaginando que talvez esse sentimento seja recíproco, e na maioria das vezes você acaba de coração partido…
Esses são os nossos amores surdos, matematicamente falando são os amores: INVERSAMENTE PROPORCIONAIS, e finalizo esse texto, dizendo as vezes é importante deixar a vergonha de lado, e partir pra luta, esta gostando de alguém? Converse pessoalmente, olhe dentro dos olhos e despeje todo o seu sentimento, devemos enfrentar a timidez, não podemos ficar atrelados a ela…
No final o máximo que você receber é um “Não”, ou qualquer outra desculpa esfarrapada.
Tudo é muito lógico, é claro que na teoria é fácil, colocar tudo isso em pratica é complicado, não sejamos tão apressados, pratiquemos essas ações homeopaticamente.
E assim só assim alcançaremos nossos amores…
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Esse é um assunto recorrente no meu blog, e que realmente gosto de abordar, aproveito para fazer um apelo para os leitores: por favor, comentem
Amor amor amor…
É absurdamente frustrante a forma que idealizamos lindos amores, lidar com os devaneios é simples o difícil é se confrontar com a doce e miserável realidade.
As pessoas falam que é clichê falar de amor, entretanto acredito que é difícil achar algum individuo que não anseia encontrar um grande amor, alguém para compartilhar as alegrias e as dores do dia a dia, esse pelo menos sou eu, e você como é?
Talvez eu não seja capaz de ilucidar minhas dificuldades, e a falta de coragem para concretizar meus sonhos mais íntimos.
O amor é engraçado, em uma cena de um filme o personagem falava que o amor era igual ao mentos, e tenho que concordar o amor é igual o mentos de frutas, você cruza o dedos para sempre sair aquele mentos “rosinha” que é muito saboroso, também pode ser comparado com o prazer de tomar uma coca-cola gelada.
Como lidar com as borboletas no estomago que teimam em aparecer, e te deixam totalmente sem rumo, que te fazem pensar coisas estranhas, e fazer coisas esquisitas…
Essa sensação é agradável, ao mesmo tempo degradante, uma mistura de certezas com incertezas, e você pensa na pessoa a cada 5 segundos, tem a necessidade doentia de ouvir a mesma canção centenas de vezes para lembrar-se daquela pessoa que guarda bem dentro do coração.
E mesmo eu não a conhecendo tão bem quanto gostaria, você percebe que tem várias afinidades parecidas, e poderia deixar a timidez de lado, e quem sabe pedir seu telefone, ou até marcar um cineminha…
Autor: Gustavo Rugila
Timidez manjada
Sinto-me tocado em minha essência com os sentimentos mais torpes e perambulo pelo mundo fingindo ser outra pessoa que esconde sua verdadeira faceta atrás de sua timidez. Na timidez hipócrita, traiçoeira, basta criar meus personagens rastejantes e me tornar um galanteador ordinário, libertino, que pode ser apregoado como um ser inescrupuloso.
Extasiado com todos esses alter egos, acabo aprisionado em inverdades, e vivendo na duplicidade em cárcere privado do meu eu.
A condição de tímido é muito controversa. É como jogar contra si mesmo, escondendo seus desejos, vivendo em lamúria, andando na contramão dos seus sentimentos.
Gabriel era um rapaz introvertido, o que valia apenas para as pessoas avulsas ao seu grupo de convívio. Sua timidez era nítida e na maioria das vezes sofria muito por não conseguir negar um pedido, fosse de quem fosse.
Gabriel , pensando alto:
- Eu não poderia ter dado carona para o Eduardo. O cara mora a uns 10 quilômetros da minha casa! Mas não sei como dizer um não para esse infeliz.
Eduardo, amigo de faculdade de Gabriel era um sujeito um tanto quanto folgado, que não deixava de bater papo no fim da aula para não correr atrás do ônibus e ter aquela conversa com seu colega:
- Faaaaala Gabs! Como andam as coisas? Estudando muito? Rapaz, to num cansaço hoje! É aquela bendita dor no ciático, sabe? Será que você podia me deixar naquele barzinho cult perto da prefeitura?
Gabriel engolindo seco, responde sem disfarçar:
- Claro Dú.
Eduardo, afoito com sua conquista:
- Valeu cara, estou te devendo mais uma!
Gabriel só pensava em uma coisa durante o longo caminho: “Contabilizando tudo que já fiz por você em dinheiro, já estaria milionário…“
Depois de andar os seus 10 quilômetros fora do percurso, Eduardo se despede: – Até amanhã, Gaaaaabs!
Gaaaaaabs! Quer dizer, Gabriel, enquanto dirigia, pensava naquela menina especial, que já vinha flertando secretamente há alguns meses:
- Como vou chegar nela? Será que ela tem namorado? E a família dela, será que iria gostar de mim? E se ela não gostar de flores? Mas se ela preferir ir ao cinema do que jantar fora? Será que ela gosta de sushi ou de sanduíche de frango? Se eu levar ela pra comer, será que ela vai pensar que eu acho ela gorda? Já sei! Vou escrever uma carta narrando tudo o que sinto. Acho que vai surtir pelo menos algum efeito…
Quase terminando sua viagem, o rapaz imaginava o que falar para sua pretendente, enumerando diversos poemas, dizeres. Ansioso e inseguro, Gabriel cai na realidade e se pergunta obsessivamente tudo de novo: será que ela vai gostar?
Chegando à sua casa, ele pega um pedaço de papel e começa a escrever uma poesia desajeitada, um pouquinho brega, mas apaixonada. Lendo e relendo, ele julga que aquilo que escrevera é convincente o suficiente e sem pensar em mais nada, pega um envelope verde, pra guardar sua carta. Afinal, verde é a cor da esperança como já dizia O Mágico de OZ.
No dia seguinte, ele pede para Fafá, uma amiga, que entregasse aquele envelope verde reluzente para Alexandra, sua musa inspiradora. E assim, espera aflitamente uma resposta:
- Ai Meu Deus, será que eu fui cafona? Será que ela vai contar pra todas as amigas da sala dela e me ridicularizar? E se ela me odiou? E se ela tiver um namorado? E se ela não gostar de verde? AAAAAAAAH! – exclama enlouquecidamente ansioso.
Sem dormir a noite toda e após ter devorado dois potes de sorvete napolitano, finalmente amanhece e chega a hora de Gabriel ir a faculdade, viver a hora mais fatídica de sua vida (isso se a garota fosse conversar com ele, né?).
Entrou pelo portão e sentou em um banco, ao lado de um canteiro de gardênias que também ficava ao lado da cantina, que serviria caso ela gostasse de bombons, é claro.
De repente, lá vem Alexandra, banhada em perfume e em uma roupa escandalosamente linda. Sentou no banco e perguntou a Gabriel se eles poderiam conversar.
Após ficar visivelmente passado, em segundos o rapaz sentiu aquele friozão na barriga tomar conta do momento. Todos aqueles pensamentos começam a passar em sua cabeça na forma de um turbilhão! Um nervosismo intenso começa a correr pelas suas veias, deixando suas mãos gélidas e sua feição pálida e ao mesmo tempo ruborizada: (Ah! As pernas tremiam também!)
[GABRIEL, PENSANDO]: “Será que vamos namorar? Acho que vou tomar um fora. Mas e se ela me der uma chance? Eu passei desodorante hoje? Ai, ela tá uma miss. Será que eu to com bafo?”
O tempo parecia ter parado e Alexandra parecia ter ficado muda: tudo por já estar tomado por uma ansiedade descomunal.
Alexandra começa a falar:
- Sabe Gabriel, eu não posso te enganar, você é um cara bacana, bonito, charmoso inteligente e…
Gabriel, estarrecido, já responde: – E???
- E eu não posso corresponder as suas expectativas. Eu tenho namorado, o Eduardo aqui da facul. Mas não fica assim não, você um dia vai encontrar alguém muito especial, que realmente te mereça e te faça muito feliz. A gente se fala, tá amigo?
E a conversa acaba com um sutil beijo no rosto.
Gaaaaabs! (OPA!) Gabriel, naturalmente bege, pensa:
- Como vou encarar o Eduardo? Será que ela vai contar para ele? Mas também, como que eu ia adivinhar? O cara só fala de carona, carona e carona.
- Eu sou ridículo.
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Essas histórias, de tão manjadas, parecem até bobas. Porém, grande parte dos tímidos sofrem ao não saber expressar seus sentimentos, e acabam sendo vítimas de situações parecidas com essas.
Timidez em pequenas porções pode ser muito vantajosa: nos enche de pudor e cautela para realizar certas coisas, o que evita o arrependimento. Mas quando ela atrapalha seus relacionamentos , sua vida e seu dia a dia, as oportunidades se vão e não voltam, nos mais variados setores da sua vida.
A grande graça da piada é saber dosar.
Autores: Gustavo Rugila
Fim do homem romântico
Onde foi parar o simples romântico? Eles estão em extinção, ou estão se transformando morosamente em novos cafajestes?
Chegou a hora dos cafajestes! Com muita malandragem arrebentam os corações das meninas, aquelas que se sujeitam a grosserias e se tornam apenas passatempos desses carrascos.
Usadas e abusadas, elas gostam da situação pensando estar vivendo o grande amor de suas vidas. Ou será que é cômodo ser mal tratada?
É de se pensar: dois rapazes e uma moça, onde o primeiro rapaz é aquela versão platônica degradada, aquela que era vivida no século passado. Ele, que gosta de arriscar, escreve alguns versos e manda o seguinte para sua amada:
“Querida LII,
Eu queria ter a mesma facilidade de me relacionar contigo como tenho facilidade de me relacionar com esse pedaço de papel. Queria ter coragem de chegar pertinho, te abraçar forte e quem sabe te roubar um beijinho.
Queria passar horas e horas admirando cada pedacinho desse teu belo semblante. Teus olhos então: os mais belos já vistos, castanhos escuros, cor de jabuticaba.
Poderia criar um verso para cada parte do seu corpo. E esse teu narizinho (…)”
Em contrapartida, o malandro “cafajeste” já tem uma forma mais arrojada de chegar à moça, sem rodeios e sem um pingo de escrúpulos. Chega para o tudo ou nada, com a mesma frigidez que um pugilista nocauteia seu adversário, arrebentando o coração da linda donzela e aniquilando as remotas chances do apaixonado romântico ter seu sonhado amor em seus braços.
Sim,existem casos e casos. Mas, pra resumir, o romantismo está acabando e quem está fazendo um tremendo sucesso são os canalhas que colecionam seus troféus. As que se sujeitam a esses restos, compactuam diretamente para perpetuação da infidelidade.
Acredito ser necessário saber mensurar a quantia de romantismo que devemos utilizar para cada caso. Diria até que poderia ser comparado ao mundo da moda: temos que seguir as tendências!
Em todo caso, ser gentil, lembrar de datas importantes, mandar flores ou arrancar as margaridas do canteiro da vizinha não faz mal a ninguém.
E pode ter certeza que além de fazer bem pra alma, sua parceira vai adorar e te valorizar ainda mais.
Os homens safados estão na moda! É a nova mania! Pegue já o seu!
Autor: Gustavo Rugila
Não se pode perder o que nunca tivemos
Quantas vezes não nos apaixonamos platonicamente por alguém, seja na infância ou na vida adulta? É frustrante contar quantos amores eu já vivi nesse meu curto período de vida e a outra pessoa nem ao menos imaginar que eu existia. Até mesmo poderia saber, de uma forma ímpar que apenas eu sabia fazer, ou melhor, estragar, pois sempre fui direto em bombardear minhas pretendidas com cartinhas virtuais, escritas e desenhadas. Mas essas abordagens sempre foram tão sublimes, com um percentual de aproveitamento maior ou igual ao zero absoluto. Acreditem: talvez algumas pessoas que lerem esse texto vão se identificar, ou lembrar-se das minhas cartinhas ínfimas, que escrevi com toda minha sinceridade, porém sem minha auto-fidelidade.
Para aqueles que acham que eu sou maníaco ou “voyeurista”, peço que fiquem tranquilos, pois este não é meu perfil. Prometo nunca mais vou copiar as fotos que se encontram dentro dos seus álbuns virtuais dos sites de relacionamento para fazer vídeos alegóricos com declarações românticas, porque hoje tenho plena consciência que isso não funciona e no final pode constranger as pessoas e fazer que elas excluam todos seus álbuns de fotografias, por causa de uma atitude boba e precipitada de um apaixonado ensandecido e platônico.
E no final das contas saímos sempre ganhando, já que não se pode perder o que nunca tivemos. Então é importante distinguir beijos de beijos, carinho de carinho, porque às vezes acabamos ficando com certas pessoas por puro comodismo.
E dessa forma nascem os relacionamentos de puro interesse, seja carnal ou de apenas ter uma companhia, alguém com quem falar e perguntar como foi seu dia, ou até mesmo aquela pessoa que pague as nossas contas mensais. Tudo isso é muito cômodo…
E nesse vai e vem, onde fica o amor? Até começo a enxergar o motivo das pessoas gostarem tanto de seus animaizinhos: é uma lealdade descomunal, sem contar que o seu cachorrinho não ta interessado em saber como foi o seu dia, quer apenas um pouquinho de atenção, água fresca e uma refeição saborosa. Estes já são os ingredientes suficientes para criar o elo da relação ideal, onde a maior traição é deixar de levá-lo para um belo passeio matinal.
Aproveitando o ensejo quero dizer que o amor é lindo, e que a melhor sensação do mundo é olhar para os olhos de alguém cuja cor verdadeira é castanho escuro.Seja ela aficionada pela mascara da mulher gato ou pela Madona, perucas rosa choque, que amam as caras e bocas da Kirsten Dunst (Mary Jane Watson – Homem Aranha), ou até mesmo nas horas vagas se transforma em uma disc jockey (DJ) amadora das baladas alternativas, punkzinhas, patricinhas e todas outras tribos, merecem ser conquistadas e tratadas com os mais belos arranjos de lírios rosas, que sem dúvidas nenhuma é uma das flores mais perfumadas e merecem ser entregues para as mais diferentes garotas.
E volto dizer a grande graça da piada: não se pode perder o que nunca tivemos.
Que venham as próximas
Texto: Gustavo Rugila
Mulheres
Mulheres são criaturas fantásticas, não apenas pelo fato de nos carregar em seu ventre por aproximadamente nove meses, mas porque são capazes de suportar tudo: as traições dos namorados “insatisfeitos”, o mau humor rotineiro dos seus parceiros, e ainda por cima não serem devidamente valorizadas. São essas mulheres que diariamente fazem o nosso café da manhã, almoço e jantar. Só pelo fato de trabalharmos fora, nos damos ao direito da arrogância com nossas mulheres, que mereciam ser tratadas como rainhas do lar e do mundo.
Mas, essa realidade vem mudando! A mulher vem se destacando a cada dia no mercado de trabalho e nos seus lares, crescendo profissionalmente, chefiando as equipes que antes eram comandadas pelos velhacos, e além de tudo, são as chefes das famílias.
Tenho a maior admiração pelas mulheres que me rodeiam e me orgulho de fazer parte de uma família que a maioria predominante é feminina. O mundo é das mulheres…
Há mulheres que vivem pela sua família. Marido, filhos e aqueles problemas de governar uma casa. Há também aquelas que não precisam de homens pra nada, seja pra ganhar seu dinheiro ou pra matar aquela barata cascuda que apareceu na cozinha.
Existem as que acham apenas as crianças das outras bonitinhas. Filho pra quê? Melhor um cachorro. E as que perderam seus companheiros? Continuam lutando para trilhar seus caminhos com uma força inexplicável.
Não há nada melhor que colo de mãe chorosa e um de namorada carinhosa, que também vira uma mãe “naqueles” momentos.
Não se enganem! Não é porque hoje é dia 08 de março de 2009 que devemos lembrar a existência desses seres magníficos, já que todos os dias são elas as grandes vitoriosas.
Loiras, morenas, branquelas, bronzeadas ou magrelas: não importa como são elas. São rainhas, empresárias, lavadeiras, e mercenárias. Mulheres começam uma guerra e terminam com ela.
Vamos à luta! Permitam que os brutamontes toquem em vocês apenas com um botão de rosa, que como vocês, é única.
Dedico esse texto as mulheres de todo o mundo, em especial, a todas aquelas que vivem ao meu redor.
Texto: Gustavo Rugila
O que tenho para falar sobre o amor?
Tenho a dizer que a cada dia aprendo amar mais as pessoas e suas decisões, mesmo que essas decisões venham contra mim. Tenho que amar incondicionalmente essas pessoas, pois isso é o livre arbítrio que nos foi concedido, direito esse, o qual ninguém nesse mundo pode tirar.
O amor entre duas pessoas não nasce da noite para o dia: ele deve ser conquistado centímetro por centímetro, sentimento por sentimento. Acredito que talvez seja até imensurável, ou será que já inventaram um medidor?
Não mandamos no coração, mas ele nos leva por caminhos esburacados de difícil acesso e nós faz atolar em um monte de dúvidas, que de tão cruéis, atormentam a nossa alma.
Será esse o motivo da vida?
Uma busca incessante?
Queria eu saber, e ajudar os perdidos
Mas, tudo tem o seu tempo, e temos que venerar isso.
Minhas palavras são singelas, desajeitadas e carregam um pouco de esperança, pois se um dia o amor acabar, ele deve acabar assim, repleto de esperança.
E concluo que meu coração não é de ninguém, e mais uma vez ele vai ter a terrível tarefa de esquecer o que durante um ano e alguns meses aspirou.
Não guardo mágoas, porque meu coração não nasceu para carregar esses sentimentos.
Quem sou eu afinal?
Amante platônico? O rapaz melancólico? O cético?
Não desista de mim tão cedo.
Mas por você eu tudo seria…
Agradeço por sua existência, pois assim amadureço…
Autor: Gustavo Rugila
Engenharia da muamba
Meus caros
Quero contar um pouco de experiências vividas por personagens fictícios criados pela minha fértil imaginação. O primeiro conto é algo que eu tenho que me centrar e resumi-lo para maximizar a idéia do ocorrido:
Bom, dois engenheiros estavam a trabalho na Ciudad del Este, cidade Paraguaia que é responsável por metade do PIB daquele país, cheia de atrativos onde tudo era muito barato e a moeda falante era o dólar. Os linguajares eram os mais cômicos: aquela mistura de português com Guarani que fica muito engraçada. Acreditem senhores: esses dois homens conseguiam se perder com tanta facilidade que era inacreditável. Havia umas galerias com nomes estranhos como Lai Lai, Master10 e Nave Informática, o que os fazia ficarem rodando igual a duas baratas tontas no meio daquela multidão, como dois muambeiros sedentos por lucros no Brasil, já que esses engenheiros não foram no Paraguai apenas para prestar seus serviços, mas sim, queriam mais como faturar algum com o preço baixo do dólar. Com alguns cálculos, dava para faturar muito dinheiro “importando” alguns produtos eletrônicos. Então após feita todo aquela pechincha básica com os chineses e os santos árabes, os dois amigos saíram as compras igual dois desvairados e acharam(sonharam será?) que iriam conseguir atravessar a “Ponte da Inimizade” com 16 produtos eletrônicos iguais – ou eram 15? – Quer saber? A história é meio complicada: a compra foi feita em dólar. O lucro seria grande se comparado à moeda brasileira. O interessante era que toda a venda desses produtos eletrônicos seria realizada pelo Mercado Livre, um sistema seguro de compra e venda de produtos via internet onde não existem leis fiscais.
Mas o melhor da história esta por vir. O comércio paraguaio estava fechando no dia em que esses engenheiros estavam parecendo dois contrabandistas achando que passariam despercebidos pela alfândega brasileira com 14 (eu falei 15?) produtos iguais, sendo que a cota limite é um (sim, somente um!) produto eletrônico por pessoa, independente da espécie, grau, gênero, sexo, idade ou religião que fosse. Assim sendo, eles foram abordados por um Fiscal Federal extremamente simpático que perguntou:
Fiscal: – Senhores cadê a declaração de produtos?
Engenheiros: – Aqui está senhor.
Ali naquela declaração que os dois tinham, foi feita algumas alterações quase imperceptíveis (juro!) ao olhar cego de um Fiscal que sentia o cheiro de muambeiros inexperientes a quilômetros. Ali eles sentiram um friozinho na espinha…
Engenheiro 1: – Será que vamos ser presos por contrabando?
Engenheiro 2: – Calma, calma cara, a gente resolve isso rapidinho é só conversar. Qualquer coisa eu ligo para o meu pai que é fiscal também, e tentamos resolver isso de forma civilizada.
Chega no local o auxiliar do fiscal:
Engenheiro 1, tremendo, e choramingando, falando para o auxiliar do fiscal Caxias: – A gente deixa os produtos com vocês não tem problema, eu só quero ir embora…
Auxiliar do Fiscal: – Calma gente, vocês só tem que ir até o matadouro(?) onde os fiscais farão a confiscação dos produtos e vocês assinam uma espécie de boletim de ocorrência, para notificar que vocês já fizeram essa atividade ilegal.
Imaginem que cena hilária. Um fiscal perguntando para você: cadê o produto x? Você mostra o produto e: Cadê o produto y? Você mostra o mesmo produto eeeee: Cadê o produto z? Tudo de novo. A frustração do agente é tamanha que ele pede gentilmente que os engenheiros sejam transferidos para o matadouro – vulgo sala do prejuízo total – pois ali os mesmos estão infligindo a leis brasileiras e teriam que ser tratados ao rigor da lei.
E assim eles perderam alguns dólares(e muitos reais!). Aquilo para eles foi tão deprimente que parecia que alguém tinha morrido, nem fome mais aqueles pobres coitados tinham, tamanha era a decepção.
Mas, naquele dia o que valeu mesmo para eles foi a experiência. O lucro seria legal? Nossa seria ótimo! Os sócios daquela empreitada faturariam lucros exorbitantes, maiores que suas humildes remunerações mensais. Hoje em dia eles se orgulham contando essa estória, pois assim, vão poder dizer que são engenheiros sim e um dia quase conseguiram ser engenheiros muambeiros.
Quem topa uma aventura dessas com esses dois? Perdidos, encantados com as enormes lojas coloridas, com o sotaque das lindas paraguaias persuasivas, mas que não esperavam que em sua terra natal (Brasil) a lei seria tão rígida.
Como já dizia a mãe de um desses engenheiros: “Esmola de mais, o santo desconfia”
Mas valeu a experiência, a aventura foi um bate-volta de 24 horas, de pura emoção do começo ao fim, ônibus, alegria, comes e bebes nas rodoviárias, e cansaço extremo e sentimento de luto por ter perdido alguns reais.
Acho que esses engenheiros até encarariam uma nova aventura dessas, mas agora como meros turistas, visitar as belezas de Foz do Iguaçu, conhecer os encantos das gigantes turbinas da hidroelétrica da Itaipu Binacional que e se deslumbrar com a famosa garganta do diabo e outros feitiços dessa cidade paradisíaca, repleta de diversidade cultural.
Entretanto o destino é sábio e deu a esses meninos uma grandiosa lição com toda essa confusão: a ganância, às vezes, pode ser perigosa, pode ser enganadora e levar você a perder alguns trocados. Porém, a amizade pode ser forte e indispensável, o que o levará a sempre se divertir.
Alguém aí quer ir pra Ciudad del Este? Comprar uns iPhones?
OBS: Aos meus queridos leitores, peço as mais sinceras desculpas. Estou tentando mudar um pouco o foco dos meus textos, e trazer pra vocês um pouco das novidades de um jovem escritor que é desajeitado com as palavras. Deixo os meus cumprimentos para aqueles que conseguirem ler e tirar algum proveito dessa quase crônica dos engenheiros muambeiros.
Texto: Gustavo Rugila
Exageros diários
Meus exageros não são fáceis de serem compreendidos, exagero em tudo. No sabonete que lava meu corpo, até no uso dos antitranspirantes, aqueles em roll-on. Utilizo todos esses produtos de forma abusiva, sendo que em um único banho, sou capaz de gastar o sabonete a ponto de sobrar apenas um pequeno filete da barra grossa que havia. O uso do desodorante então, nem se fala! Fica aquela mancha cremosa branca nas axilas que demora a secar. Tudo isso parece hilário, mas faz parte do meu ser. Quando se trata de remédios,principalmente dos analgésicos, não me sinto satisfeito e durante o dia preciso tomar doses cavalares ,ou seja, uns 4 comprimidos de 750 mg para sanar minhas dores, que de certa forma são crônicas. Chamadas de enxaquecas, explico que os 4 comprimidos são tomados separadamente em horários distintos, antes que me entendam mal e me chamem de maníaco do paracetamol.
E quando falamos da ansiedade que ataca o peito a coisa é pior ainda. Existem medicamentos que inibem a ansiedade, para que ela salte para os picos mais elevados e críticos, não permitindo aparição das famosas crises, algumas pessoas ao invés de pingar 5 gotinhas (concentração de 2,5 mg/mL) que seria mais que do suficiente sentem a necessidade de pingar de 10 a 15 gotas para se sentirem bem.
Em contrapartida alguns exageros podem trazer algum tipo de beneficio. Imagine que você, que quer concorrer uma vaga nos mais concorridos concursos, se não exagerar nos estudos e passar algumas horas se dedicando, as chances de obter êxito são praticamente nulas. Exagerar é preciso, exagerar é necessário.
Exageros numa mesa de bar com famoso álcool etílico (etanol) sejam eles fermentados ou destilados, traz aquela sensação de conforto, de liberdade para falar o que pensa. Mas depois devido ao grande exagero, vem a corriqueira ressaca, uma resposta do corpo pedindo socorro, pedindo água por conta de seu exagero seu exagero.
Também exageramos em vícios: jogatinas, torcer por um time de futebol de forma exacerbada e até brigar por causa de algo tão fútil, são os exageros do cotidiano, ou até mesmo abusos como o uso do ácido lisérgico, cannabis ativa, tabagismo e tantas outras falsas fugas.
Outros exemplos clássicos são aqueles que vêm do mundo dos eclesiásticos, que tentam te convencer de qualquer forma que seu estilo de vida é superior ao dos outros mortais, e fazem verdadeiras lavagens cerebrais, tudo para te fazer acreditar que se pode consertar o mundo com a sua fé exagerada cega e não raciocinada. Na política, também temos exemplos de exageros: exagero de hipocrisia, sarcasmo, corrupção, compra de vontades e outras politicagens a mais. Não podemos esquecer os ninfomaníacos e todos esses…
Não poderia esquecer-se de citar a compulsão alimentar que afeta tantas pessoas, os gastões de plantão obsessivos que gastam tudo que podem com coisas supérfluas e desnecessárias.
Concluindo, o exagero faz parte do ser humano.
Como já dizia a canção: “Exagerado jogado aos teus pés, eu sou mesmo exagerado”.
O exagero esta presente em tudo: no amor, nas paixões, no ódio, no bem e no mal, isso é ser humano. Nas mentiras que conto, na hipocrisia e outros tantos outros temas que já me falham a memória.
E sempre tenha cuidado. Exageros podem causar algumas complicações desagradáveis, como quando se sente a necessidade de lavar a mão 20 vezes pode ser um sinal de transtorno obsessivo compulsivo. Aí, que tal uma opinião médica?
Exagere sempre, sem medo, de forma arrojada. Mas com moderação…
Autor: Gustavo Rugila
Escolhas…
O mundo é um grande mar de escolhas. Pode se escolher ser feliz ou triste, e muitas vezes é mais fácil ser triste, chorar, suplicar um pouco de pena do que morrer de rir por aí. São formas ilusórias, até mesmo involuntárias, que as pessoas criam para serem notadas, uma dor que nasce do nada e morre em lugar nenhum, com a complexidade tão grande quanto somar 1 mais 1. Nesse buraco profundo, nós, seres pensantes, ser racional torna-se tarefa difícil com essa nossa mente ardilosa. São tantas preocupações diárias, medos fúnebres, que se formos levá-los consideração, o melhor é ficar inerte, em estado vegetativo, vendo o mundo girar. O engraçado é que ninguém é inocente. Nesse grande livre arbítrio o certo e o errado são escolhas sublimes, onde cada um faz o seu mundo, cria sua perspectiva e colhe subitamente tudo aquilo que plantou.
O grande mal desses sofredores, falsos ingênuos, é se abster da ousadia diária, coragem para dizer o que quer. Dizer o seu “não eu não gostei, sim eu amei”, gritar, não deixando que essas ninharias maltratem o coração. O complicado é se livrar dessas amarras que travam a boca, que não nos permitem falar o que realmente pensamos, para jogar fora esses bloqueios soberbos, que dão o falso entender que essas pessoas são boazinhas, que não tem boca pra nada.
Ser profanado e não conseguir se defender é a morte, a morte moral. É ser tratado como um moribundo no trabalho e nos mais íntimos dos relacionamentos dos mais diversos modos.
Ficar calado, quando alguém te pisa a garganta é o mal dos depressivos, tímidos e toda essa gama de pseudo-sofredores
Mas, um dia a gente aprende a ser dissimulado. Aprendendo, vamos voltar a ser como as crianças que não medem palavras, a fim de caçar nosso algoz interior, que nos amordaça. Se existe um culpado nessa história, somos você e eu que permitimos que isso aconteça.
E nunca se esqueça: temos duas escolhas…
Autor: Gustavo Rugila
Testando 1, 2, 3…
Não sou aquilo que pode chamar de escritor. mas sinto uma grande liberdade ao escrever. Não tenho um vocabulário rico e abundante, talvez pela falta de leitura, mas o tempo pode me dar esse discernimento.
A escrita pra mim é utilizada apenas para fazer um desabafo silencioso.
Queria bater um papo um dia com a angústia que misturada com a infeliz da ansiedade, tornam-se uma bola de neve transformando os seres que se julgam “normais” em criaturas impensantes, inquietas que só conseguem sossegar com quantias abusivas de medicamento. Toda essa trama passa em torno da depressão, a qual se abrindo o dicionário Houaiss, podemos obter uma resposta superficial desse mal:
Rubrica: psicologia clínica, psiquiatria.
Problema psíquico que se exprime por períodos duráveis e recorrentes de disforia depressiva, surgindo concomitantemente com problemas reais ou imaginários ou com experiências momentâneas de sofrimento, podendo ser acompanhado de perturbações do pensamento, da ação e de um grande número de sintomas psiquiátricos
Uma vez ouvi da boca de um grande médico que a ansiedade é a alavanca do mundo, que impulsiona as pessoas a buscar por seus interesses.
Confesso que gostei de ouvir isso, mas por outro lado já experimentei todos os tipos de ansiedade, desde aquela que você sente as borboletas no estômago. Acho importante frisar que vocês imaginem-se na seguinte situação: você gostou de uma garota e chegou nela todo empolgado e aguarda o sim ou aquele fora básico. Claro que gerará aquela ansiedade das benditas borboletas. Na realidade o melhor conselho sobre as borboletas no estômago é tomar um litro de Baygon pra matar essas infelizes. (rsrs brincadeirinha).
Mas, existe outro ataque súbito de ansiedade que é aquele que entra no seu peito como se fosse uma bomba relógio, fazendo com que você fique ofegante, ou que perca até a consciência. Medos misturados, uma tortura que dura alguns minutos, muitas vezes diagnosticado pelos especialistas como síndrome do pânico. É horrível aquelas taquicardias somadas com bradicardias, e nessa aventura temerosa a sensação de morte é iminente, tendo o chão caindo sobre seus pés, sua pressão arterial ficando descontrolada, e é assim que o sentimento de insanidade e perda de consciência toma conta de todo esse ser.
Talvez a leitura já tenha ficado um tanto quanto carregada, ou até mesmo sem pé e sem cabeça.
Finalizo explicando que nunca podemos deixar de sonhar. São esses que nos impulsionam a caminhar para o progresso moral, espiritual, intelectual. Borboletas são esplêndidas, coloridas, delicadas e livres, livres pra voar. Basta libertá-las do peito para correr atrás delas por aí.
Por: Gustavo Rugila


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falou