Posts do mês: janeiro 2009

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Exageros diários

Meus exageros não são fáceis de serem compreendidos, exagero em tudo. No sabonete que lava meu corpo, até no uso dos antitranspirantes, aqueles em roll-on. Utilizo todos esses produtos de forma abusiva, sendo que em um único banho, sou capaz de gastar o sabonete a ponto de sobrar apenas um pequeno filete da barra grossa que havia. O uso do desodorante então, nem se fala! Fica aquela mancha cremosa branca nas axilas que demora a secar. Tudo isso parece hilário, mas faz parte do meu ser. Quando se trata de remédios,principalmente dos analgésicos, não me sinto satisfeito e durante o dia preciso tomar doses cavalares ,ou seja, uns 4 comprimidos de 750 mg para sanar minhas dores, que de certa forma são crônicas. Chamadas de enxaquecas, explico que os 4 comprimidos são tomados separadamente em horários distintos, antes que me entendam mal e me chamem de maníaco do paracetamol.

E quando falamos da ansiedade que ataca o peito a coisa é pior ainda. Existem medicamentos que inibem a ansiedade, para que ela salte para os picos mais elevados e críticos, não permitindo aparição das famosas crises, algumas pessoas ao invés de pingar 5 gotinhas (concentração de 2,5 mg/mL) que seria mais que do suficiente sentem a necessidade de pingar de 10 a 15 gotas para se sentirem bem.

Em contrapartida alguns exageros podem trazer algum tipo de beneficio. Imagine que você, que quer concorrer uma vaga nos mais concorridos concursos, se não exagerar nos estudos e passar algumas horas se dedicando, as chances de obter êxito são praticamente nulas. Exagerar é preciso, exagerar é necessário.
Exageros numa mesa de bar com famoso álcool etílico (etanol) sejam eles fermentados ou destilados, traz aquela sensação de conforto, de liberdade para falar o que pensa. Mas depois devido ao grande exagero, vem a corriqueira ressaca, uma resposta do corpo pedindo socorro, pedindo água por conta de seu exagero seu exagero.

Também exageramos em vícios: jogatinas, torcer por um time de futebol de forma exacerbada e até brigar por causa de algo tão fútil, são os exageros do cotidiano, ou até mesmo abusos como o uso do ácido lisérgico, cannabis ativa, tabagismo e tantas outras falsas fugas.
Outros exemplos clássicos são aqueles que vêm do mundo dos eclesiásticos, que tentam te convencer de qualquer forma que seu estilo de vida é superior ao dos outros mortais, e fazem verdadeiras lavagens cerebrais, tudo para te fazer acreditar que se pode consertar o mundo com a sua fé exagerada cega e não raciocinada. Na política, também temos exemplos de exageros: exagero de hipocrisia, sarcasmo, corrupção, compra de vontades e outras politicagens a mais. Não podemos esquecer os ninfomaníacos e todos esses…

Não poderia esquecer-se de citar a compulsão alimentar que afeta tantas pessoas, os gastões de plantão obsessivos que gastam tudo que podem com coisas supérfluas e desnecessárias.

Concluindo, o exagero faz parte do ser humano.

Como já dizia a canção: “Exagerado jogado aos teus pés, eu sou mesmo exagerado”.

O exagero esta presente em tudo: no amor, nas paixões, no ódio, no bem e no mal, isso é ser humano. Nas mentiras que conto, na hipocrisia e outros tantos outros temas que já me falham a memória.

E sempre tenha cuidado. Exageros podem causar algumas complicações desagradáveis, como quando se sente a necessidade de lavar a mão 20 vezes pode ser um sinal de transtorno obsessivo compulsivo. Aí, que tal uma opinião médica?

Exagere sempre, sem medo, de forma arrojada. Mas com moderação…

Autor: Gustavo Rugila

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Escolhas…

O mundo é um grande mar de escolhas. Pode se escolher ser feliz ou triste, e muitas vezes é mais fácil ser triste, chorar, suplicar um pouco de pena do que morrer de rir por aí. São formas ilusórias, até mesmo involuntárias, que as pessoas criam para serem notadas, uma dor que nasce do nada e morre em lugar nenhum, com a complexidade tão grande quanto somar 1 mais 1. Nesse buraco profundo, nós, seres pensantes, ser racional torna-se tarefa difícil com essa nossa mente ardilosa. São tantas preocupações diárias, medos fúnebres, que se formos levá-los consideração, o melhor é ficar inerte, em estado vegetativo, vendo o mundo girar. O engraçado é que ninguém é inocente. Nesse grande livre arbítrio o certo e o errado são escolhas sublimes, onde cada um faz o seu mundo, cria sua perspectiva e colhe subitamente tudo aquilo que plantou.

O grande mal desses sofredores, falsos ingênuos, é se abster da ousadia diária, coragem para dizer o que quer. Dizer o seu “não eu não gostei, sim eu amei”, gritar, não deixando que essas ninharias maltratem o coração. O complicado é se livrar dessas amarras que travam a boca, que não nos permitem falar o que realmente pensamos, para jogar fora esses bloqueios soberbos, que dão o falso entender que essas pessoas são boazinhas, que não tem boca pra nada.

Ser profanado e não conseguir se defender é a morte, a morte moral. É ser tratado como um moribundo no trabalho e nos mais íntimos dos relacionamentos dos mais diversos modos.

Ficar calado, quando alguém te pisa a garganta é o mal dos depressivos, tímidos e toda essa gama de pseudo-sofredores

Mas, um dia a gente aprende a ser dissimulado. Aprendendo, vamos voltar a ser como as crianças que não medem palavras, a fim de caçar nosso algoz interior, que nos amordaça. Se existe um culpado nessa história, somos você e eu que permitimos que isso aconteça.

E nunca se esqueça: temos duas escolhas…

Autor: Gustavo Rugila

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Testando 1, 2, 3…

Não sou aquilo que pode chamar de escritor. mas sinto uma grande liberdade ao escrever. Não tenho um vocabulário rico e abundante, talvez pela falta de leitura, mas o tempo pode me dar esse discernimento.

A escrita pra mim é utilizada apenas para fazer um desabafo silencioso.

Queria bater um papo um dia com a angústia que misturada com a infeliz da ansiedade, tornam-se uma bola de neve transformando os seres que se julgam “normais” em criaturas impensantes, inquietas que só conseguem sossegar com quantias abusivas de medicamento.    Toda essa trama passa em torno da depressão,  a qual se abrindo o dicionário Houaiss, podemos obter uma resposta superficial desse mal:

Rubrica: psicologia clínica, psiquiatria.
Problema psíquico que se exprime por períodos duráveis e recorrentes de disforia depressiva, surgindo concomitantemente com problemas reais ou imaginários ou com experiências momentâneas de sofrimento, podendo ser acompanhado de perturbações do pensamento, da ação e de um grande número de sintomas psiquiátricos

Uma vez ouvi da boca de um grande médico que a ansiedade é a alavanca do mundo, que impulsiona as pessoas a buscar por seus interesses.
Confesso que gostei de ouvir isso, mas por outro lado já experimentei todos os tipos de ansiedade, desde aquela que você sente as borboletas no estômago. Acho importante frisar que vocês imaginem-se na seguinte situação: você gostou de uma garota e chegou nela todo empolgado e aguarda o sim ou aquele fora básico. Claro que gerará aquela ansiedade das benditas borboletas. Na realidade o melhor conselho sobre as borboletas no estômago é tomar um litro de Baygon pra matar essas infelizes. (rsrs brincadeirinha).
Mas, existe outro ataque súbito de ansiedade que é aquele que entra no seu peito como se fosse uma bomba relógio, fazendo com que você fique ofegante, ou que perca até a consciência. Medos misturados, uma tortura que dura alguns minutos, muitas vezes diagnosticado pelos especialistas como síndrome do pânico. É horrível aquelas taquicardias somadas com bradicardias, e nessa aventura temerosa a sensação de morte é iminente, tendo o chão caindo sobre seus pés, sua pressão arterial ficando descontrolada, e é assim que o sentimento de insanidade e perda de consciência toma conta de todo esse ser.

Talvez a leitura já tenha ficado um tanto quanto carregada, ou até mesmo sem pé e sem cabeça.

Finalizo explicando que nunca podemos deixar de sonhar. São esses que nos impulsionam a caminhar para o progresso moral, espiritual, intelectual. Borboletas são esplêndidas, coloridas, delicadas e livres, livres pra voar. Basta libertá-las do peito para correr atrás delas por aí.

Por: Gustavo Rugila