Reticências…
Como poderia descrever tamanha inocência dos meus sentimentos, uma inconstância insignificante que me faz agir de forma dissimulada. Sinto-me impregnado com as lembranças dos vários sabores de uma noite junina, misturados com minha imperícia, tentava buscar assuntos com você, contudo percebia que a nossa conversa não era completa, e sim distante, por fim, era apenas uma dança…
Encorajado pela sua feição te procurei incessantemente, alimentado pelas lembranças de uma Sexta-Feira qualquer, e acabei sendo traído pelos meus próprios impulsos, não sabia sua idade e muito menos seu nome.
Não satisfeito com todas essas lacunas, acabei fazendo o que sei fazer de pior: transmiti os meus sentimentos mais delicados por um meio aterrador, onde os cliques prevalecem, e como não poderia ser diferente o resultado foi o obvio, e a razão mais uma vez prevaleceu soberana.
Vivo em um grande conflito entre a paixão e a razão, e confesso que essa pessoa conseguiu mexer comigo, em poucas conversas informais via “redes sociais” (Orkut) sentia sempre uma aspereza contundente, e não poderia ser diferente, pois não se conhecíamos, tentava de alguma forma encontrar afinidades comuns, no entanto, a razão sempre clara mostrava que nessa divisão o resultado nunca seria inteiro e sim fracionado.
Eu custo a aceitar que as pessoas também têm seus próprios devaneios, somos egocêntricos, e não sabemos se o coração alheio está ocupado ou vago para novos amores.
E acabamos sendo indelicados escrevendo declarações obscuras, e no fim acabamos inertes e envergonhados.
Eu não posso deixar de dizer que te achei bonita; e outros muitos adjetivos. Não sei se você tem miopia ou astigmatismo, em todo caso eu não posso deixar de dizer que os seus óculos ressaltam sua beleza.
Termino com muitas reticências…
Nota: Esse texto é uma ficção, qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência.
Autor: Gustavo Rugila
Feio
Nos últimos meses tenho me sentido feio, e muitas vezes me pego pensando será que eu sou tão feio assim? Talvez isso seja fruto das minhas tantas decepções amorosas, que teimam em destruir minha autoestima, é delicado falar de aparência, pois não tratasse apenas de aparência é um conjunto de fatores que vão dilacerando nosso intimo.
Você começa a repensar a vida, e sente que todo aquele encanto se perde com tanta facilidade que é difícil se reencontrar, e alguns sentimentos que deveriam ficar pra sempre adormecidos parecem tomar forma com tanta voracidade que perdemos completamente o controle da situação.
Os sorrisos são trocados por lagrimas, as lagrimas se esvaem e viram feridas, e as feridas deixam cicatrizes profundas na alma.
Outra hipótese não menos importante: é a carência, senti falta daquele afago, daquelas briguinhas esdrúxulas, e se da conta que temos uma necessidade mortal de amar e ser amado por alguém; é um vicio que alguns sabem lidar com facilidade e outros se esbarram no “ser feio”.
Parece que nunca ninguém vai me amar, e que todas as pessoas vão te rotular como feio, dessa forma você acaba se anulando e começa a se sentir tão inferior que chega a doer, confesso que sou um cara bem estranho, que não consegue conduzir 5 minutos de uma conversa informal sem antes ser abraçado subitamente pelo silêncio e o vazio aterrador, ao mesmo tempo acho que tudo isso é potencializado com a forma desajustada e desmazelada que me visto, sinto que falta glamour com uma pitada de ousadia.
Afinal, as mulheres gostam de homens charmosos e interessantes, não é mesmo?
Será que já inventaram um how-to de como ser atraente nos tempos modernos? Como podemos convencer aquela linda menina, que você dentro das suas limitações é um bom partido, é alguém que ela poderia se envolver e criar laços e ser feliz…
Será que devo copiar os estereótipos das baladas? E assim conceber um novo eu, com todas essas qualidades que as meninas admiram.
Acredito piamente que tudo pode ser melhorado, é tudo uma questão de ajuste, é uma reforma que começa de dentro para fora, e o feio pode se tornar bonito, porque não?
Esse texto é um relatório sucinto de como tenho me sentido nos últimos meses, pode ser meio controverso, sem pé e sem cabeça, mas é autentico, e totalmente incompleto…
Espero que gostem e comentem
Gustavo Rugila


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